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domingo, 20 de abril de 2014

Risoto de Peito de Peru com Queijo Gruyère e Risoto de Morangos ao Vinho do Porto

   As aulas na faculdade são divididas em temas e em cada dia aprendemos receitas diferentes. Algumas semanas atrás foi a semana do amido, onde fizemos receitas com batatas e arrozes, como o Risoto.


   Mas fazer a receita apenas em sala de aula não é suficiente para a completa aprendizagem. É importante treinar bastante em casa para poder dominar a técnica, além de exercitar a criatividade usando outros ingredientes. Foi pensado nisso que refiz o risoto para o pessoal aqui de casa, colocando peito de peru e queijo gruyère.


   A parte mais difícil e chata no preparo de um risoto é ter que ficar mexendo o arroz sem parar, à medida que um líquido quente é adicionado para o grão ser cozido. Outro fator importante é o grau de cozimento dos grãos: os italianos gostam deles mais durinhos e os brasileiros curtem eles mais macios. Este aqui com peito de peru e queijo gruyère ficou bem gostoso e tanto dá para ser servido como prato principal quanto como acompanhamento de outras receitas.


   Já tinha ouvido falar em risoto doce com morangos e leite condensado algum tempo atrás e inclusive tinha ficado com vontade de fazer. Aproveitei o fato de ter que "estudar" risotos no final de semana para criar esta versão super diferente, feita com água fervente, leite condensado, morangos amassados e em pedaços e vinho do Porto branco! Ah, e  também acrescentei uma fava de baunilha, para dar um gostinho diferente e deixar o doce cheio de pintinhas pretas.


   Risoto tem que ser comido bem quente, logo que sai do fogo, porque senão o amido resseca e fica duro (como uma cola). Ao final do cozimento, ele deve estar bem cremoso, até meio líquido, e brilhante. O gosto do vinho e do ingrediente principal se sobressaem, apesar do álcool já ter evaporado.


   Quando se aprende a fazer a base dá para inventar e usar qualquer tipo de ingrediente para criar sua própria receita. Gosto de colocar queijos diferentes, ervilhas ou milho e para as versões doces, já andei pensando em colocar castanhas, frutas secas, outras frutas frescas ou até mesmo chocolate derretido, o que acham?


   A receita salgada foi suficiente para servir 4 pessoas. Em compensação, consegui servir oito pessoas com o risoto doce, já que era uma sobremesa e por isso come-se menos do que numa refeição. Caso sobre risoto na panela, basta mantê-lo em banho-maria que a cremosidade não se perderá e ele não vai secar.

sábado, 19 de abril de 2014

Waffles Churros com Doce de Leite

   Waffles e churros já são perdições separados. Agora imagine unir os dois numa receita só, os Waffles Churros! 


   Já vi muitas versões de Waffles Churros em diversos blogs e tinha ficado com muita vontade de testar a receita. Até que algumas semanas atrás eu resolvi fazer para a sobremesa de um domingo. De todas as encontradas, fiz a receita do blog A Cozinha Coletiva.


   A massa dessas waffles fica bem diferente das massas que estou acostumada a fazer, talvez porque leva amido de milho. Elas ficaram bem fofinhas, úmidas, bem leves e são super simples de preparar. Essa da foto ficou um pouco pálida, mas foi porque a máquina ainda estava um pouco fria.


   E churros sem doce de leite e açúcar com canela não tem graça, né? Por isso, a dica aqui é servir suas Waffles Churros passadas na manteiga e em seguida no açúcar com canela, e é claro: acompanhadas por doce de leite cremoso! Para deixar ainda mais gostoso e gordo, além de quebrar um pouco do doce e deixar a sobremesa mais refrescante, servi com umas bolas de sorvete de doce de leite feitas com o boleador.


   E mesmo a massinha pura ficou gostosa. Fiz o restante da massa que sobrou após a sobremesa na frigideira mesmo, para comer no café da manhã, e aprovei!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tartiflette e Chamonix

    Post com dicas de viagem de Chamonix e uma receita típica da região: a Tartiflette!

Chamonix- Alpes Franceses!

Tartiflette

domingo, 13 de abril de 2014

Bolo de Cenoura com Brigadeiro Branco de Páscoa

   Estava com vontade de fazer um bolo de cenoura diferente para a Páscoa, mas queria tanto um daqueles tradicionais feitos com as cenouras batidas no liquidificador quanto os com seus pedacinhos no meio. Resolvi então fazer uma receita que uniu mais ou menos as duas receitas.


   Usei como base o Carrot Cake que saiu na revista Gula desse mês, do chef Rafael Barros, mesclada com a minha receita de Carrot Cake para fazer este bolo de hoje. Diminui a quantidade de açúcar de uma e de farinha da outra, omiti líquidos e acrescentei coco e castanhas do Pará, assim como usei as cenouras raladas no ralo fino para que ficassem mais agregadas à massa (mais parecida com os nossos bolos de cenoura com cobertura de chocolate).


   Normalmente coloco açúcar mascavo nos bolos de cenoura estilo americanos, mas queria desta vez um sabor mais leve e uma coloração mais clara na massa, que ficou bem fofinha e levemente úmida, nada grudenta ou com textura de pudim. Apesar dela ficar meio seca assim que você acrescenta a farinha de trigo e as cenouras raladas, depois vai ficando mais líquida à medida que você vai acrescentando os demais ingredientes, que devem ser misturados na mão e não na batedeira.


   Escolhi rechear meu bolo de cenouras com um brigadeiro branco, contrariando o tradicional recheio de brigadeiro ou chocolate dos bolos de cenoura de liquidificador. O doce leva, além do leite condensado, leite, gema, manteiga, chocolate branco e um toque pessoal, Leite Ninho! Tudo bem cozido no fogo, até ficar bem grosso e fácil de espalhar entre os discos de bolo.


   A cobertura foi de chantilly. Não gosto muito de cobertura à base de cream cheese e já tinha um creme de leite fresco na geladeira pronto para ser usado. Achei que no final a combinação ficou ótima: uma massa mais neutra e rica em sabores (o da cenoura, do coco, das castanhas e da canela em pó), batida na batedeira e não no liquidificador, feita com óleo e acompanhada por um recheio mais doce de brigadeiro com chocolate branco e leite e a cobertura de chantilly.


   Para a decoração, fiz alguns bombons de chocolate branco no formato de mini ovinhos, cenourinhas de pasta americana e castanhas moídas para o acabamento. Uma sobremesa perfeita para o domingo de Páscoa!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Muffins de Blueberry

   Sempre gostei de muffins, ainda mais depois de fazer a tradicional versão com blueberries em 2010, nunca mais me esqueci dessa receita! E só depois de quase quatro anos que a trago para vocês, um pouco modificada em relação à receita original, mas ainda os mesmos Muffins de Blueberry!


   Peguei esta receitinha pelo site Simply Recipes e a levei na minha bagagem para Portugal, em julho de 2010. Como já sabia que seria fácil de encontrar mirtilos a venda nos supermercados de lá e como tinha vontade de experimentá-los, achei que a melhor maneira seria fazendo os muffins.


   E eles ficaram ótimos! Desta vez eu bati na batedeira, mas na primeira vez foi a mão mesmo. A massa fica bem fofinha, parecendo aqueles muffins das cafeterias famosas. Na hora de fazer estes aqui eu tive que adaptar as quantidades de alguns ingredientes, que considerava em excesso (a farinha e o iogurte) e ao invés de assar em forminhas de papel, assei dentro de quadrados de papel manteiga. Outro toque pessoal foi salpicar um pouquinho de açúcar cristal e castanhas do Pará moídas para dar uma textura crocante à massa super macia.


   Achei os mirtilos para comprar no Pão de Açúcar por 6 reais a caixinha com 125 g, são bem caros, eu sei, mas vale a pena investir uma graninha para ter bons muffins na hora do café. O legal é que mesmo sendo uma quantidade bem pequena de frutas, elas acabam estourando durante o cozimento da massa e a deixam toda manchadinha de roxo. Atualmente é fácil de encontrar mirtilos nos supermercados e empórios por aí, mas até uns quatro anos atrás eles custavam bem mais e eram bem raros.


   Outro motivo que me fez querer muffins de mirtilos foi o fato de ter comprado uma caixa de chá de muffin de mirtilo da Lipton na última viagem. Quando abri a caixinha, nem acreditei: o chá tinha mesmo cheiro de muffin de blueberry e notas bem marcantes da fruta, mesmo sendo um chá preto. Combinação perfeita para uma tarde em casa!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quiche de Atum

   E parece que começou um festival de quiches aqui no blog! Semana passada eu já postei a de Mussarela de Búfala com Tomate Seco, esta semana venho com a de Atum e já tenho outras em mente (a lorraine, de alho poró, queijos...)!


   Quiches são basicamente feitos sempre do mesmo jeito: uma massinha crocante e amanteigada bem leve preenchida por um creme de ovos, com leite e creme de leite, e o recheio escolhido. Neste caso de hoje o recheio foi atum com queijo prato e parmesão ralados.


   Quase sempre faço a quiche para comer num jantar mais leve e rápido, acompanhada por uma salada de vegetais variados, como alfaces, rúcula, agrião, tomatinhos cereja, repolho, acelga ou cenoura, mas dá também para servir de entrada numa refeição com prato principal menos elaborado ou mais leve.


   A receita veio de uma embalagem de farinha de trigo, se não me engano, e foi adaptada no momento do modo de preparo. Só achei que ela demorou um pouco para assar, cerca de 50 minutos, e tive que retirá-la do forno ainda um pouco branca porque já era meio tarde.


   Uma receita fácil para fazer neste finzinho de semana!

domingo, 6 de abril de 2014

Ovo de Colher de Baunilha com Oreo e Cocada Cremosa

   Mais duas ideias de recheios para ovos de Páscoa: creme de baunilha com Oreos e Cocada Cremosa. Fiz no formato de mini ovinhos para comer de colher na sobremesa, mas os recheios podem ser usados para fazer ovos maiores.


   Escolhi opções de recheios mais leves, frescos e não tão doces, por causa da casquinha de chocolate. Para os ovinhos de chocolate branco, fiz um creme de coco com leite condensado, leite de coco, amido de milho e coco fresco ralado. A decoração ficou por conta de lascas de coco fresco feitas com o descascador de legumes.


   Quis fazer os outros ovinhos parecidos com as bolachas Oreo: uma casquinha bem escura de chocolate meio amargo recheada com creme de baunilha e pedaços de bolacha quebrada por cima. Para não ficar muito doce, retirei o recheio das bolachas, coloquei dentro de um saco plástico e bati com o martelo de carne para formar lasquinhas de tamanhos variados.


   Fica mais gostoso comer os ovinhos com os cremes bem geladinhos mas para as bolachas não murcharem, finalizei a montagem poucos minutos antes de servir. Com 300 g de cada chocolate eu consegui fazer 12 metades de ovinhos (tamanho de um Kinder Ovo) e mais alguns bombons variados (coelhinhos, cacaus, colheres) para decorar.



    Quer presentear alguém na Páscoa com um ovo caseiro bem diferente? Basta fazer a casquinha de chocolate em tamanho maior e escolher uma embalagem bem diferente. Já existe no mercado embalagens próprias para ovos de colher de diversos tamanhos e cartelas de ovos bem fofas para colocar os mini ovos!


sábado, 5 de abril de 2014

Mini Madeleines de Limão com Castanha do Pará

   E nada do frio chegar! Estava aguardando a chegada dos dias mais frios para tomar um chazinho acompanhado de bolinhos, mas o jeito foi estrear a minha forma de mini Madeleines nesses dias de calor mesmo!


   Semana passada eu achei uma receita de Madeleines num livro francês e anotei a receita para fazer na forma que havia comprado em Paris no início desse ano. A receita original era feita com pistaches e casca de limão, só que preferi usar castanhas do Pará e raspas do nosso limão, aquele de casca verde.


   As Madeleines ficaram boas, bem pequenininhas, fofinhas e ótimas para acompanhar uma xícara de chá ou um cafezinho. Como as cavidades da forma de mini Madeleines são muito pequenas, fiz alguns Queques ou Cakes em forminhas que também comprei na viagem de janeiro para a massa não render muito.


   Digo que os Queques ficaram ainda melhores do que as Madeleines até porque, por serem menores, elas acabam ressecando um pouco, enquanto os Queques permanecem com o interior bem amanteigado, úmido e fofinho! Por isso, não é porque você não tem formas para Madeleines que vai deixar de fazer a receita, pois ela fica até melhor se assada em formas de mini bolos.


   Como já disse, usei limão e castanhas do Pará para saborizar a minha massa, mas você pode usar outras castanhas (avelãs, amendoins, nozes, castanhas de caju, macadâmias, pistaches) e outras cascas de cítricos, como laranja, tangerina ou limão siciliano, além de frutinhas frescas (framboesas, mirtilos) e secas.


   Delicinhas perfeitas para fazer (e comer) no café da tarde!


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Bolo Bem Casado de Ameixa com Coco

   Sexta-feira com bolo mais informal, sem cobertura, fácil e nem por isso sem graça, um Bolo Bem Casado!


   Era aniversário do meu pai e queria fazer um pão de ló recheado com doce de leite sem cobertura, exatamente como um bem casado gigante. Ele adora recheio de doce de leite com ameixa, mas achei que duas camadas desse jeito ia ficar meio enjoativo. Fiz então um creme de coco para quebrar o doce, com bastante coco ralado.


   E no final ficou parecendo um bem casado! Até porque eu umedeci as camadas do pão de ló com uma calda de açúcar com rum, salpiquei um pouco de açúcar de confeiteiro na superfície para fazer um charminho e também porque ameixa com coco combinam bastante. 
   

   E a receita do pão de ló é bem básica, podendo ser usada em qualquer outro tipo de bolo. Basta obedecer a proporção de 1 colher de sopa ou 30 g de açúcar e farinha para cada ovo que você consegue fazer massa para qualquer tamanho de forma, eu inclusive fiz depois outro bolo maior e mais incrementado para o meu pai usando 8 ovos.

 
   Ficou com vontade? Então veja a receita e já corra lá na cozinha para fazer!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bacalhau com Purê de Batata

   Para mim Quaresma e almoço de Páscoa combinam com bacalhau. E opção de receita com ele é o que não falta aqui no Atelier! Ao todo já são 21 receitas, 22 com esta de hoje.


   Não dá para fugir muito da combinação clássica: bacalhau com batata, mas hoje ela entra amassada, em forma de purê, para acompanhar o bacalhau desfiado refogado com tomates, cebola, alho e bastante azeite. As azeitonas pretas vieram na salada que acompanhou o prato, além de alface e grão de bico.


   O purê fica bem leve e delicado, feito apenas com leite e manteiga e batido rapidamente com um fouet. A textura fica perfeita para acompanhar o refogado com o peixe de carne branca e sabor adocicado, um prato bem leve e nem um pouco demorado ou complicado de fazer.


   E o toque final da receita fica por conta do requeijão cremoso, que entra sobre o bacalhau, como uma cobertura que é depois gratinada no forno até ficar meio douradinha. Indico que vocês usem requeijão mesmo e não aqueles cremes de amido de milho que só se parecem com o verdadeiro requeijão e que de sabor não tem nada a ver.


   Aproveite os dias que ainda restam para a Páscoa e programe-se para preparar esta receita diferente com  o bacalhau!